Sobre

Por que uma arara toma café

Canindé

A arara-canindé

A arara-canindé é azul e amarela, brasileira, barulhenta e difícil de não notar. Ela dá o nome, as cores e o logotipo do sistema — e o azul-marinho, o dourado e o verde que você vê em cada tela vêm das penas dela.

O nome também diz de onde o sistema é. O Canindé fala português, emite NFC-e, entende taxa de serviço de 10% e sabe o que é uma comanda. Não é um sistema estrangeiro traduzido depois.

No que ele acredita

  • Menos telas por tarefa

    Fechar uma venda não deveria trocar de página três vezes. O pagamento acontece onde a venda estava.

  • A linguagem é a da casa

    Comanda, balcão, sangria, cortesia, para viagem. O sistema chama as coisas pelo nome que a equipe já usa.

  • Crédito a quem fez

    O relatório credita quem lançou o pedido, não quem estava logado na máquina. São pessoas diferentes, e isso importa na hora do repique.

  • Avisar, não bloquear

    Falta de estoque avisa e nunca recusa um pedido sozinho. Quem decide parar de vender é a casa.

Como ele é cuidado

  1. Backup a cada 15 minutos

    Durante o expediente, o banco é copiado a cada quinze minutos, cifrado e enviado para fora do servidor, para um cofre que não aceita apagar.

  2. Restauração ensaiada toda semana

    Uma vez por semana, em outra máquina, o backup mais recente é baixado, decifrado e restaurado — e o teste só passa se a casa estiver mesmo lá dentro.

  3. Nota fiscal guardada por 11 anos

    Cada XML autorizado é arquivado cifrado por 132 meses, o prazo do Ajuste SINIEF 2/2025. Uma nota antiga volta pela chave de acesso.

  4. O banco tem vida própria

    Uma atualização do sistema não pode reiniciar, recriar ou reconfigurar o banco de dados. Não é convenção: é o mecanismo do deploy.

A casa de máquinas

Backend em Go com PostgreSQL, cliente web em React, aplicativo em React Native, atualização em tempo real por eventos do servidor, e três ambientes separados — desenvolvimento, homologação e produção — atrás de um único servidor endurecido.